Os secretários estaduais de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach, e de Planejamento, Alexandre Rabelo, participaram, nessa quarta, da quinta reunião remota da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa de Pernambuco. Os gestores debateram com integrantes do Colegiado os possíveis cenários pós-pandemia. Também participaram da reunião o prefeito de Toritama, no Agreste Setentrional, Edilson Tavares, e o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Caruaru, Acic.
Alexandre Rabelo disse que há um cenário crescente da pandemia em Pernambuco, com casos da Covid-19 na maioria dos municípios do Estado, e que o Governo tem se esforçado para abrir novos leitos, adquirir respiradores e formar equipes de plantão. Em resposta ao deputado Fabrizio Ferraz, do PHS, que quis saber a posição do Governo do Estado em relação ao decreto do presidente Bolsonaro, que incluiu entre as atividades essenciais barbearias, salões de beleza e academias, o secretário de Planejamento respondeu que o Supremo Tribunal Federal já havia decidido que a legitimidade de decidir sobre a questão é dos Estados e Municípios e que permanece a orientação de Governo de se manter tudo fechado.“É importante que a gente diga que o Estado, o Governo tem também uma ansiedade para retomar a normalidade. Já foi discutido aqui o impacto que a desarrumação da economia traz para arrecadação. E tudo que a gente faz vem da arrecadação, vem do recolhimento dos impostos e na hora que não tem atividade econômica não tem recolhimento dos impostos.”
Rabelo ressaltou que a retomada das atividades econômicas não poderá ocorrer de maneira imediata, devendo Pernambuco seguir exemplos de outros países que flexibilizaram o isolamento social após a queda no número de casos da doença. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach, reforçou que o efeito econômico já está criado e que há estudos que apontam queda de 30 a 40% na arrecadação do Estado. Ele ponderou que a abertura do comércio neste momento não mudaria esses números já que, segundo ele, as pessoas não sairão às compras por medo de adoecer e devido a diminuição da massa salarial.
Schwambach evidenciou que o Estado tem estudado estratégias de combate ao coronavírus adotadas em outros países para elaborar um Plano Convivência e de Retomada adaptado às necessidades de Pernambuco: “A gente vai ter que aprender a conviver com novos protocolos, bastante teste e bastante monitoramento do que tá acontecendo pra, eventualmente, você fazer bloqueios pontuais em algumas regiões, eventualmente, bloqueios pontuais em algum município e, eventualmente, bloqueios pontuais em até algum bairro. Quanto maior for a nossa capacidade de monitoramento, acompanhamento e controle, mais é pontual a gente vai poder ser nessas nessas ações de monitoramento, controle e flexibilização e acompanhamento”.
O prefeito de Toritama, Edilson Tavares, sugeriu que o custo da compra de equipamentos e da manutenção de leitos de UTI possa vir a ser compartilhado com as prefeituras. O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Caruaru, a Aci, Luverson Ferreira, apelou pela liberação dos serviços da construção civil no interior, além de isenção na conta de energia para pequenos comerciantes e ampliação nos testes de Covid-19.
Membros do Colegiado também apresentaram suas demandas: o deputado Delegado Erick Lessa, do PP, expôs a demanda da construção civil e pediu a retomada, pelo menos no interior do Estado, e a presença da Alepe nos debates do Comitê Estadual Socioeconômico de Enfrentamento ao Coronavírus, grupo de trabalho coordenado pela Seplag. Antônio Moraes, também do PP sugeriu que a Agência Estadual de Meio Ambiente, a CPRH, retome a emissão de licenças para obras a serem iniciadas após o fim da pandemia. Já Roberta Arraes, do mesmo partido pediu apoio para o polo gesseiro do Araripe e a abertura de mais leitos de UTI e enfermaria na região, o que foi reforçado por Antonio Fernando, do PSC.
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